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terça-feira, 15 de março de 2011

Adeus Discovery!

Rumo ao espaço no dia 24 de fevereiro de 2011, com seis astronautas a bordo e mais um humanóide R2, a Discovery encerra sua participação com 39º viagem.

A nave americana voltou à Terra no dia 10 de março e com sucesso na operação sendo considerada a nave espacial mais antiga restante da frota, e a que ostenta maior prestígio histórico.

Columbia, a primeira nave a voar - em abril de 1981 -, foi destruída em um acidente em fevereiro de 2003 no qual morreram sete astronautas. E a Challenger, a segunda nave espacial a fazer voos orbitais a partir de abril de 1983, explodiu 73 segundos depois de decolar em janeiro de 1986. Morreram sete astronautas, entre eles u

ma professora.

A segunda nave mais antiga é a Discovery. Foi lançada pela primeira vez em 30 de agosto de 1984 e acumulou mais voos que qualquer outra (365).

Transportou também o maior número de astronautas (246). Entre eles, a primeira mulher que pilotou uma nave es

pacial, Eileen Collins, e a pessoa mais velha a ir ao espaço: o ex-senador John Glenn, que então tinha 77 anos. Foi o primeiro civil americano a viajar em órbita terrestre, em 1962.

A Discovery também foi a primeira nave espacial americana a transportar um cosmonauta russo, Serguei Krikalev, em fevereiro de 1994. E também foi a primeira que levou - em 1985 - um legislador americano ao espaço, o

senador de Utah (centro) Jake Garn.

A Discovery deu a volta na Terra 5.830 vezes, a 28.000 km/h, e percorreu cerca de 240 milhões de quilômetros, o que equivale à viagem de ida e

volta da Terra à Lua 300 vezes.

A colocação do Hubble em órbita em 1990, o primeiro telescópio espacial que revolucionou a astronomia, foi um dos momentos históricos mais importantes para a Discovery.

Também foi a primeira nave espacial a capturar um satélite para conduzi-lo de volta à Terra.

Além disso, foi a única nave a ter visitado duas estações espaciais. Primeiro viajou à estação MIR, colocada em órbita pela ex-União Soviética em 1986 e que caiu no oceano em 2001, e depois à ISS, em cuja construção colaborou enormemente.

O programa dos ônibus espaciais da NASA terminará em 2011. O plano dos americanos é transferir os voos espaciais tripulados para empresas privadas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Senhoras e senhores conheçam a Orion

A NASA batizou de Orion, uma homenagem a uma das mais brilhantes e conhecidas constelações, a nova geração de naves tripuladas, que vão substituir os ônibus espaciais, depois que eles forem desativados em 2010.
As cápsulas são, de certa forma, uma volta ao conceito de viagem espacial que existia antes dos ônibus espaciais: elas têm o mesmo formato e são pequenas cápsulas sem propulsão própria, como a Apollo que em 1969 levou os autronautas até à Lua, mas segundo a NASA, estas novas são maiores e mais seguras.
A expectativa da Nasa é que as Orion sejam usadas para transportar astronautas para a Lua e até Marte, marcando a exploração espacial de forma semelhante à que as Apollo fizeram nas décadas de 60 e 70.
O primeiro vôo de uma Orion – até a Estação Espacial Internacional (EEI) – deve acontecer, no máximo, até 2014. E o primeiro vôo da nave à Lua não deve passar de 2020.

Ônibus Espaciais

Um ônibus espacial, em inglês space shuttle, é o veículo parcialmente reutilizável usado pela NASA como veículo lançador e espaçonave para suas missões tripuladas. Ele tornou-se o sucessor da nave Apollo usada durante o Projeto Apollo. O ônibus espacial voou pela primeira vez em 1981.
O projeto de construção de veículos espaciais reutilizáveis remonta de 1975, quando foram feitos os primeiros testes de um protótipo - a Enterprise - acoplado a um avião Boeing 747 adaptado a testes de voo a grande altitude. O objetivo foi testar a aerodinâmica e a dirigibilidade do Ônibus Espacial.
Foram construídas cinco espaçonaves deste tipo, chamadas Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, que foram usadas em diversas missões no espaço. Destas apenas a Discovery, a Atlantis e a Endeavour ainda existem, já que as outras acabaram destruídas em acidentes que se tornaram tragédias da história da exploração espacial.

Enterprise – O protótipo
O nome do protótipo do ônibus espacial é em homenagem à famosa nave Starship Enterprise, do seriado de TV “Jornada nas Estrelas”. Em 1977, dois pilotos fizeram o primeiro de quatro testes de vôos de 7.000 m. Em 1979, a Enterprise estava unida a um tanque de combustível e propulsores no Centro Espacial Kennedy. Mas a nave nunca conseguiu decolar, pois os trabalhos no Columbia já tinham terminado. Seu primeiro vôo aconteceu em 12 de abril de 1981.
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Columbia – O ônibus espacial mais antigo
O Columbia (que pesava 71.798 kg e foi modificado e melhorado cerca de 150 vezes) foi inspecionado entre o outono de 1999 e a primavera de 2000 e relançado em 1o de março de 2002. Em 1o de fevereiro de 2003, se desintegrou numa descida sobre o estado do Texas. Explodiu numa altura de 62.000 m. Provavelmente, o desastre foi causado por uma falha no escudo térmico.
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Challenger – O segundo ônibus espacial
O segundo ônibus espacial a entrar em operação completou o primeiro vôo em 1983. Durante as suas dez missões, o ônibus esteve no espaço por 69 dias e girou em torno da Terra 987 vezes. Em uma das missões, o astronauta Bruce McCandless saiu do ônibus e realizou um passeio espacial de 30 m – foi o primeiro a fazê-lo. Em 28 de fevereiro de 1986, o Challenger explodiu 73 segundos depois de decolar e todos os setes tripulantes morreram.
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Discovery – O terceiro ônibus espacial
Apesar do Discovery ter sido construído como o Challenger, podendo carregar a última parte do foguete Centaur no depósito de carga útil, ele pesava 3.116 kg a menos do que o Columbia. Mas o lançamento do foguete Centaur nunca foi realizado. Depois do acidente com o Challenger, ponderou-se que isto seria muito arriscado.
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Atlantis – O quarto ônibus espacial
A nave espacial Atlantis vazia pesava 68.635 kg, e com os motores principais colocados chegava a pesar 77.564 kg. Ela realizou missões como a do explorador planetário Galileu em 1989 e a colocação no espaço do observatório Arthur Holley Compton Gamma Ray, em 1991.
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Endeavour – O ônibus espacial mais recente
As crianças em idade escolar participaram ativamente na procura de um nome para o novo ônibus espacial. Endeavour foi o nome vencedor. A primeira missão do Endeavour foi em maio de 1992. A missão envolvia uma espetacular operação de resgate de um satélite de comunicações que tinha saído fora de controle. Surpreendentemente, o Endeavour pôde ficar no espaço por 28 dias.