segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Exposição Paisagens Cósmicas

No dia 13 de outubro de 2009, a Biblioteca da Floresta será palco da Exposição Paisagens Cósmicas, um evento incentivado pela organização nacional do IYA 2009. No Acre, o evento será organizado pela Biblioteca da Floresta com apoio da Secretaria de Estado de Educação e o grupo amador de astronomia Gama Hidra. A importância da temática está ligada a estudos que deram origem a campos inteiros da Física e da Matemática e teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade e forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares.
Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raios-gama às ondas longas de rádio.
Durante o evento serão expostas imagens e vídeos captadas por diversos telescópios terrestres e espaciais, além da apresentação das futuras instalações do Planetário do Acre e uma maquete em comemoração aos 40 anos da primeira ida do homem a Lua. A exposição será aberta a todos os públicos e para visita coletiva deve-se entrar em contato com professores Aires Pergentino e Demóstenes Papayannaros através do telefone 3213-2343.

Evento: Exposição “Paisagens Cósmicas”
Data: de 13 de outubro 2009 à março 2010
Horário: das 9 às 21 horas de segunda à sexta-feira e das XX às YY horas aos sábados
Local: Biblioteca da Floresta

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Conto da carochinha: As duas luas

Nos últimos anos, tem circulado na internet mensagens alertando para o possível aparecimento de um espetacular fenômeno natural no céu da noite de 27 de agosto 2009.

Este tipo de mensagem começou a circular em 2003 quando ocorreu uma oposição de Marte (a altura em que Marte e a Terra mais se aproximam) particularmente próxima, 56 milhões de quilômetros. Essa oposição ocorreu no dia 27 de Agosto de 2003 e foi amplamente noticiada por todo o mundo. Desde então, a história volta a circular frequentemente. Veja a mensagem:


"VALE A PENA" VER DUAS LUAS EM AGOSTO!

(...) Será no dia 27 de agosto de 2009. Todavia, o mais interessante de tudo é que isto estava previsto em um código maya, encontrado na pirâmide ao lado do Observatório Estrelar em Palenque, Chiapas - México.

(...) Duas Luas no Céu! No dia 27 de Agosto, à meia-noite e meia, olhe para o céu. O planeta Marte será a estrela mais brilhante do céu, será tão grande quanto a Lua cheia e estará a 55,75 milhões de quilômetros da terra.

(...) Não perca!! Será como se a terra tivesse duas luas, e este acontecimento só acontecerá novamente no ano de 2287.

Claro, tudo uma grande mentira. Primeiro, que Planetário Internacional é esse de Vancouver? Pequisando no Google, temos: MacMillan Southam Observatory, ao lado do Centro Espacial H.R. MacMillan, em Vancouver, BC, o qual é operado pela Sociedade Astronômica do Canadá. Claro o e-mail não veio do Centro Espacial HR MacMillan. Em segundo lugar, não haverá duas luas no céu, porque a Lua não estará tão visível na hora e data em questão - 27 de agosto de 2009, lua crescente. Em terceiro, O texto segue falando nos “Mayas”. Só isso mostra que é uma tradução muito o da mal-feita, posto que Maias não se escreve com Y. Mas parece que as pessoas pegaram a mania da profecia Maia para 2012.

Este ano irá registar-se uma aproximação máxima, mas a 24 de Dezembro, e terá apenas 88 milhões de quilômetros, o que fica muito longe dos 56 registados em 2003. Pois bem, a Lua estará a 400 mil quilômetros e, por isso, bem mais visível. Segundo os especialistas, algo similar ao que sucedeu em 2003 só acontecerá a 31 de Julho de 2018, altura em que Marte vai estar a 57,59 milhões de quilômetros de distância da Terra. Mas não veremos nada de espetacular, apenas um luz, vermelha e um pouco mais forte que os outros anos, devido essa aproximação.

O Universo é lindo, mas não deixará de seguir as leis da física só porque queremos que haja algum evento espetacular. Marte continuará seguindo sua órbita por muito tempo e não será por causa de um e-mail que ele aparecerá do tamanho da Lua. Aliás, se as pessoas parassem simplesmente para pensar (coisa que repassadores de e-mail não costumam fazer), imaginaria o seguinte caso: a Lua possui 1/6 do tamanho da Terra e é ela quem é responsável pelas marés, por causa de sua força gravitacional. Imaginem se Marte chegasse tão perto assim, ponto de parecer do tamanho da Lua, o que aconteceria? Podemos deduzir: sendo a Lua 9 vezes mais leve e 8 vezes menos volumosa que Marte, próximas a Terra a ação gravitacional dos dois astros somada seria capaz de erguer marés violentas o bastante para inundar nossas cidades costeiras duas vezes por dia. Parece mais um pesadelo não acham? Por isso, é melhor deixar Marte onde está.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia"


Há 400 anos, Galileu apontou seu telescópio para
o céu e revolucionou a ciência.

Um telescópio de pouco mais de 91cm usado pelo astrônomo italiano Galileu Galilei, cujas descobertas revolucionaram a astronomia, é a principal atração de uma exposição no Franklin Institute. Em sua primeira viagem para fora da Itália, o telescópio de 400 anos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu para comprovar a teoria coperniana de que a Terra e outros planetas giram ao redor do Sol, e não o contrário.

Em 1609, Galileu conseguiu construir um telescópio que aumentava 30 vezes a imagem, no qual observou, entre outros, os satélites de Júpiter, as crateras da Lua, os anéis de Saturno. O instrumento chamado luneta era também conhecido como telescópio de refração, um instrumento que se baseou nas propriedades das lentes côncavas e convexas.

A exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia", que começa no sábado (29/08) e ocorre até 7 de setembro, é o evento inaugural do Ano Internacional da Astronomia, que marca o 400° aniversário das descobertas de Galileu.

O telescópio de 1610 inclui uma inscrição em uma das extremidades onde Galileu registrou a capacidade de ampliação do instrumento de 20.

A exposição também inclui instrumentos astronômicos e matemáticos do século XVI, assim como livros científicos contemporâneos, mapas e retratos dos duques de Médici da Toscana que governaram a região italiana entre os séculos XV e XVIII.

Galileu dedicou o livro registrando suas descobertas ao duque de Médici Cosmo II, aumentando ainda mais o prestígio e a influência da família nas cortes da Europa, de acordo com a exposição. Muitos dos instrumentos científicos em exposição mostram a intersecção entre arte e ciência, como defendido pela família Médici.

Qual é o tamanho do Universo?

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Quando se fala em distâncias, pensamos logo nas unidades familiares de comprimento, isto é, o metro e o quilometro. No caso do Universo, veremos que estas unidades não são convenientes. Os números são muito grandes e, mesmo em notação científica, a percepção da real dimensão das coisas fica desconfortável. A solução é definirmos uma nova escala para distâncias. Vamos começar nosso passeio pelo Espaço usando as unidades convencionais de medida. Iremos, naturalmente, perceber a necessidade para essa nova escala.
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A distância Terra-Lua é de aproximadamente 384 000 km. Deste modo, nossa viagem hipotética levaria quase 77 horas, isto é, 3 dias e 5 horas. Chegando à Lua é natural que você faça uma ligação para casa avisando que fez boa viagem. Você notará algo estranho na ligação: há um pequeno atraso de 2,5 segundos entre a sua voz e a voz da pessoa no outro lado da linha. Não se preocupe. Não é defeito do aparelho. A explicação é simples. O sinal de microondas emitido por seu telefone é um sinal eletromagnético como a luz. A radiação eletromagnética viaja pelo espaço a uma velocidade máxima de aproximadamente 300.000 km/s. Quando você fala ao telefone na Lua, sua voz leva um pouco mais que 1 segundo para chegar a Terra e a resposta leva o mesmo tempo para chegar até você.
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Vamos imaginar agora que após passar alguns dias na Lua, você decida ir para Plutão, o planeta-anão bem afastado do sistema Solar. Na melhor situação, à distância Lua-Plutão é de cerca de 5.760.000.000 km. Deste modo, nosso ônibus espacial levaria mais de 130 anos para chegar lá. Obviamente, você morreria antes de completar a viagem. Além disso, por mais eficiente que seja a nave, ela não comportaria a carga de combustível necessário.
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Como a viagem é impossível, suponha que você decida telefonar para um amigo Plutoniano que conheceu na Internet. Você precisaria esperar cerca de 5h20min para que seu sinal de voz chegue a Plutão e mais 5h20min para receber a resposta.
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Como você pode ver as coisas estão complicadas. Medir essas distâncias em quilômetros além de serem complicadas, não diz quase nada. Nós só conseguimos perceber o real significado da distância quando calculamos o tempo de uma viagem hipotética ou o tempo de uma chamada telefônica.
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Para superar esta dificuldade, foi definida uma unidade de medida chamada UA - Unidade Astronômica. Esta unidade corresponde à distância Terra-Sol média, quer dizer, 149.600.000 km. Deste modo, a distância Plutão-Sol corresponde a 39,5 AU, quer dizer, Plutão está aproximadamente 39,5 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. Vemos que além do conforto, conseguimos perceber melhor as distâncias relativas no sistema solar. A ilustração abaixo mostra o tamanho relativo dos planetas comparados com o Sol.
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Principais características do Sistema Solar:
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Veja os dados do nosso Sol:
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Apesar destes números impressionantes, nosso Sol é apenas uma estrela de quinta grandeza. Depois do Sol, a estrela mais próxima da Terra é Alfa Centauro, distante cerca de 40.700.000.000.000 km (40 trilhões e 700 bilhões de km). Em notação científica, esta distância fica 4,07 . 1013 km. Fica bem mais fácil para escrever mas não ajuda muito percebermos seu real significado. Em termos de unidades Astronômicas, equivale a mais de 272.000 UA.
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Suponhamos, apenas a título de ilustração, que desejássemos viajar até Alfa Centauro. Vamos imaginar que nosso ônibus espacial pudesse fazer essa viagem. Ele levaria quase um milhão de anos para percorrer essa distância (lembre-se que a velocidade do nosso ônibus é de 5.000 km/h). Se por acaso fizéssemos uma chamada telefônica para algum habitante hipotético de algum planeta próximo de Alfa Centauro, precisaríamos esperar 8 anos e 7 meses para ouvir o alô desse habitante, pois a radiação eletromagnética levaria 4 anos e 3 meses e meio para chegar lá e mais 4 anos e 3 meses e meio para voltar.
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Para essas distâncias interestelares, os astrônomos resolveram definir uma outra unidade mais conveniente que a UA. Esta nova unidade chama-se ANO-LUZ e corresponde à distância que a luz (radiação eletromagnética) percorre em um ano. Essa distância equivale a cerca de 9,46 . 1012 km. Nestes termos, a distância Terra - Alfa Centauro é 4,3 anos-luz. Isto nos dá uma idéia bem melhor das distâncias interestelares.
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Uma consequência interessante da enorme distância que nos separa de outros sistemas estelares, é a informação que temos sobre os mesmos. No caso de Alfa Centauro, o que vemos através dos telescópios, diz respeito ao que era a estrela a 4 anos e 3 meses atrás. Se por ventura Alfa Centauro explodir hoje, só ficaremos sabendo daqui a 4 anos e 3 meses (tempo que o clarão da explosão vai levar para chegar aqui). Por outro lado, comparado com a idade das estrelas, esses 4 anos e 3 meses são menos do que uma minúscula fração de segundo.
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O vídeo abaixo mostra as dimensões dos astros, comparando-os.


domingo, 23 de agosto de 2009

Murais - Universo


Vejam as imagens dos murais produzidos pelos alunos da Fundação Bradesco - AC.











sábado, 22 de agosto de 2009

O céu é o limite... Não para o lixo!

Hoje se fala tanto na preservação do meio ambiente, na seleção e coleta adequada do lixo, no cuidado no descartes de produtos com metais pesados, entre outros. A Disney Pixar lançou um filme muito curioso que relata a Terra, há mais de 700 anos, sem conduções de sobrevivência da espécie humana devido ao alto teor de toxicidade gerada pelo acúmulo de lixo.

Mas acima de nós existe um perigo muito grande. Ao redor do planeta terra pairam, há muito tempo, milhões de detritos. Esse lixo espacial tornarou-se uma crescente preocupação nos últimos anos pelo fato de que colisões na velocidade orbital podem ser altamente danosas ao funcionamento de satélites, pondo também em risco astronautas em atividades extraveiculares e a população que pode se deparar com uma grande parte de uma nave em seu quintal, por exemplo.

Os números não são precisos, mas segundo levantamento efetuado pela NASA (Agência Espacial Norte Americana), calcula-se que existam por volta de 3,5 milhões de resíduos metálicos; lascas de pintura; plásticos; etc., com dimensões inferiores a um centímetro, orbitando nosso planeta. Objetos entre um e dez centímetros, nessas mesmas condições, devem ser cerca de 17,5 mil; e sete mil com tamanhos maiores que dez centímetros. No total, devemos ter mais de três mil toneladas de lixo espacial orbitando nosso planeta a menos de 200 km de altitude.

De acordo com o livro Envisioning Information, do professor Edward Tufte, a grabde lista de lixos espaciais inclui uma luva do astronauta Ed White, perdida na primeira caminhada espacial norte-americana; uma câmera que Michael Collins perdeu próximo à Gemini X e outra perdida por Sunita Williams durante a STS-116, também durante uma atividade extraveicular; sacolas de lixo; uma chave de boca e uma escova de dente.

A maioria desses objetos volta para a Terra, atraídos pela gravidade, em poucas semanas.Devido às órbitas onde foram soltos e dado o seu tamanho diminuto, são facilmente deteriorados durante a reentrada na atmosfera. Fatos como esses não são de grande importância na problemática do lixo espacial. Por outro lado, eventuais colisões entre os objetos (que podem gerar mais peças) constituem o principal problema referente a estes detritos.

Até 1998, mais de 60 janelas de ônibus espaciais haviam voltado à Terra com danos provenientes do espaço. Uma lasca de tinta do tamanho de um grão de sal, orbitando a uma velocidade de 14.400 km/h, pode abrir uma significante cratera de 2,5 cm de diâmetro, com a possibilidade de a janela estilhaçar-se durante a reentrada.

Veja as imagens:



domingo, 9 de agosto de 2009

Astronautas da ISS fotografam grandes centros urbanos

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Anos de trabalho e aperfeiçoamento técnico possibilitaram que astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional registrassem impressionantes imagens de algumas das principais cidades da Terra à noite.

As fotos foram registradas entre 2007 e 2008, e, retratam a grande poluição luminosa que se origina principalmente do excesso de luz que nada faz para aumentar a iluminação noturna útil. É a luz que se espalha horizontalmente e para cima, a partir das fontes de iluminação mal desenhadas. É a luz que ofusca os olhos dos motoristas e proprietários de casas, comprometendo a visibilidade e a segurança.

No início do projeto de mapeamento das vistas noturnas da Terra, os astronautas encontraram dificuldades para obter fotografias nítidas, já que as lentes precisam de um grande tempo de exposição, mas a ISS se move rapidamente. Então eles desenvolveram um tripé colocado sobre uma plataforma que pode ser movida lentamente, compensando a rotação da Terra e o deslocamento da EEI, e possibilitando fazer imagens mais definidas.

As fotos das cidades foram tiradas de uma distância entre 350 e 400 km da Terra.
Veja algumas imagens registradas:

São Paulo foi uma das cidades registradas pelos astronautas da Estação Espacial Internacional. As áreas esverdeadas mostram os bairros mais antigos, iluminados por lâmpadas de vapor de mercúrio; os mais novos, com lâmpadas de sódio, aparecem nas regiões alaranjadas. À direita, Santos e São Vicente.

Buenos Aires vista da ISS. "Não construímos nossas cidades pensando em que cara elas vão ter a partir do espaço", diz a NASA. "As cidades vistas à noite representam uma das mais belas e não intencionais consequências da humanidade".

Acima Seul, na Coreia do Sul, essas imagens só foram possíveis graças a um tripé colocado sobre uma plataforma móvel que compensa a rotação da Terra e o movimento da Estação Espacial.

A Baía de Tóquio também foi objeto do ensaio sobre a Terra vista à noite do espaço. Os astronautas dizem que as cidades japonesas possuem uma luz azul-esverdeada própria, e por isso são reconhecidas imediatamente por eles.

Nos Estados Unidos, Los Angeles chama a atenção pela disposição regular de várias de suas ruas e avenidas. Para a NASA, a cultura, a geografia e a tecnologia deixam uma marca nas cidades e possibilita aos astronautas saberem que parte da Terra estão sobrevoando.



Londres, por exemplo, apresenta as características típicas das cidades européias, segundo os astronautas: as avenidas e estradas correm para fora do centro, como "teias de aranha brilhantes".

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"É um pequeno passo para um homem, mas um gigantesco salto para a Humanidade"

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"Aqui os homens do planeta Terra puseram pela primeira vez os pés na Lua. Julho de 1969 d.C. Viemos em paz em nome de toda a humanidade"

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No dia 16 de julho de 1969, às 9:32 da manhã, no complexo 39 da plataforma de lançamento A, no Kennedy Space Center, Flórida, EUA, ocorreu o lançamento da Apolo 11.

Quatro dias mais tarde, em 20 de julho de 1969, exatamente às 23 horas, 56 minutos e 20 segundos de Brasília, o astronauta americano Neil Armstrong, 38 anos, entrava para a história como o primeiro homem a pisar na Lua e avistar a Terra de lá. A bordo da nave Apolo 11, ele, Edwin Aldrin, conhecido como "Buzz" (zumbido) e Michael Collins cumpriram a missão de aterrissar na Lua após levantarem vôo em 16 de julho.

Como comandante da Apolo 11, Armstrong pilotou o módulo lunar com Aldrin, enquanto Collins permaneceu no outro módulo em órbita lunar. Por quase duras horas e meia, os dois coletaram amostras do solo, fizeram experimentos e tiraram fotografias.

O mundo inteiro permaneceu em alerta naquele dia. Nada menos que 850 jornalistas de 55 países registraram o acontecimento. E estima-se que cerca de 1,2 bilhão de pessoas testemunhavam via satélite o pouso, considerada impossível tempos atrás. Muitos, inclusive, ainda duvidam de que tal fato tenha realmente acontecido, mesmo com tantas outras missões tripuladas que se lançaram no espaço, após Armstrong ter colocado seu pé esquerdo, coberto pela bota azul, no chão fino e poroso do solo lunar.
Os astronautas voltaram à Terra no dia 24 de julho de 1969, chegando com 30 segundos de atraso, e foram recebidos como heróis. Desde então, os satélites têm revolucionado os sistemas de comunicação e há naves não tripuladas viajando para além dos limites do sistema solar.

Curiosidades

- O primeiro passo na Lua foi dado com um pé tamanho 41. Este era o número da bota azul do astronauta Neil Armstrong, então com 38 anos. O passo foi dado com o pé esquerdo;

- Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin, o segundo astronauta a pisar na Lua, fincaram ali uma bandeira metálica dos Estados Unidos e colocaram uma placa junto à perna do módulo lunar, assinada pelos astronautas e pelo presidente americano Richard Nixon: "Aqui os homens do planeta Terra puseram pela primeira vez os pés na Lua. Julho de 1969 d.C. Viemos em paz em nome de toda a humanidade";

- Ao descer em solo lunar, Eldwin Aldrin sentiu uma enorme vontade de fazer xixi. E fez: dentro do traje, reforçado com 21 camadas de tecido, havia uma bolsa para coleta do líquido;

- Durante as 2 horas e 10 minutos que permaneceram no mar da Tranqüilidade, a planície escolhida para o pouso, os astronautas instalaram um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de comunicação, um painel aluminizado (para escudo de radiação solar) e uma câmara de TV. Recolheram 27 amostras de pedras e poeira;
- Cinco outras missões tripuladas à Lua foram realizadas com sucesso pelos americanos. Os soviéticos nunca repetiram essa façanha. Depois dos pioneiros, outros 10 homens pisariam no solo lunar:

Novembro de 1969
Charles Conrad e Alan Bean (Apolo XII)

Fevereiro de 1971
Edgar Mitchell e Alan Shepard (Apolo XIV)
Alan tinha 47 anos na época. Detém o recorde de ter sido o homem mais velho a pisar na Lua.

Agosto de 1971
David Scott e James Irwin (Apolo XV)
James foi o primeiro dos 12 homens a falecer, em 1991, vítima de uma crise cardíaca. Tinha 61 anos.

Abril de 1972
Charles Duke e John Young (Apolo XVI)

Dezembro de 1972
Eugene Cernan e Harrison Schmitt (Apolo XVII)
Bateram o recorde de permanência na superfície da Lua: 75 horas.

domingo, 5 de julho de 2009

WOOOOOOW..... ISS passa por Rio Branco

Ontem a noite (04/07), logo depois da ISS passar sobre o Rio Grande do Sul, na órbita seguinte, ela passou em nossa cidade - Rio Branco-Acre.
Foi espetacular.... Francisco Carlos, moderador do Gama Hidra, uma galera e lógico eu, estávamos de prontidão no Parque da Maternidade para prestigiar sua passagem.
Logo ao entardecer a vimos brilhar baixa no céu a leste. Isso às 18:38. Depois, às 20:11, com um público maior, ela passou novamente a oeste.
Hoje (05/07) a ISS nos brindou novamente com seu brilho, passando desta feita, exatamente no zênite, bem acima de Rio Branco, uns 85 graus de altitude, às 19 horas.
Um verdadeiro show para quem gosta de Astronomia... Um enorme laboratório a mais de 360 km acima de nós viajando a uma velocidade média de 27.700 km/h, completando uma órbita a cada 92 minutos, o que constitui 15,77 órbitas por dia... É tirar o fôlego.

Só mesmo gritando WOW !!!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Projeto do Planetário de Rio Branco


Projeto de Gustavo Miranda Martins e Gustavo Reis de Teive em parceria com Marcos Dornelles dos Santos
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Memorial Descritivo - Anexo III do Edital do Concurso.

“A área selecionada para implantação do Planetário de Rio Branco está localizada na zona oeste da cidade, e inserida no denominado Parque do Tucumã. Trata-se de parque linear, implantado ao longo da Rodovia Federal BR 364, em seu trecho urbano, adentrando também em áreas residenciais adjacentes. Tem como principal vizinhança, dois conjuntos habitacionais, o Universitário e o Tucumã, o Distrito Industrial, além da Usina de Arte e a Universidade Federal do Acre.

No local específico onde será implantado o Planetário funcionou, até cerca de 12 anos atrás, uma lagoa de tratamento de esgoto do conjunto Universitário. Após sua desativação a área permaneceu sem uso, ou como grande espelho d água, tomado pela vegetação espontânea que ali se desenvolveu.

Seu notável potencial paisagístico, identificado especialmente após a implantação do Parque do Tucumã, é resultante da sua localização estratégica, de fácil visualização a partir da rodovia, e seu entorno marcado pela área de reserva natural de domínio da Universidade Federal do Acre.”



O projeto foi elaborado pelos arquitetos baianos Gustavo Martins e Gustavo Argollo, sócios do escritório Argollo & Martins Arquitetos Associados, em parceira com o arquiteto Marcos Dornelles.

O ponto de partida para a concepção do projeto foi a superfície semi-esférica da tela de projeção do planetário, que representa para os espectadores a observação dos astros na abóboda celeste. Pareceu inexorável tirar-se proveito da volumetria esférica tanto na sala de projeções quanto no restante da edificação.

Assim como pode ser notado em todas as dimensões do universo, a força gravitacional gera uma repetição concêntrica de esferas, o que produz divisões espaciais em órbitas ou camadas. Por se tratar de um programa relativamente simples e linear, foram adotadas estas diretrizes como forma de criar todos os ambientes. Desde a via pública até o equipamento de projeção, existe uma hierarquia de espaços subseqüentes que conduz o visitante até o núcleo do planetário, onde é possível contemplar e aprender sobre os mistérios do universo.



De forma a preservar o contorno da lagoa e criar um percurso aprazível desde a sua borda até o foyer, a edificação será destacada e conectada ao “continente” por uma passarela. Com uma estrutura curvilínea e esbelta, este elemento de ligação proporciona uma leveza ao conjunto volumétrico e o faz pairar sobre a lagoa.

O ambiente criado sob a esfera geodésica, revestida de lona tensionada, dá ao interior da edificação uma atmosfera simbólica que remete a elementos do espaço sideral. A comunicação do foyer com o volume da sala de projeções foi concebida de modo a valorizar a forma esférica e organizar a divisão dos demais espaços. Lanchonete, bilheteria e biblioteca não foram enclausuradas, e sim integradas ao espaço do foyer por intermédio de bancadas. Além disto, houve a intenção de dispor o programa de necessidades sobre um único nível, o que dinamiza a circulação e favorece a acessibilidade.

A fim de dinamizar e facilitar a construção, resultando numa obra mais rápida e gerando menos resíduos, foi dada maior ênfase ao uso de materiais de fácil montagem e estruturas pré-fabricadas, tais como:

Estrutura geodésica: estrutura composta por uma série de barras metálicas conectadas de forma triangulada, formando uma superfície semi-esférica. Nesta complexa composição geométrica, a resistência e a leveza são possíveis através da distribuição uniforme de todos os esforços pelos seus elementos. A forma hemisférica resultante carrega ao mesmo tempo a beleza da forma curva e a racionalidade construtiva dos seus segmentos lineares. O resultado estrutural obtido é significativo, pois a redução do peso próprio do conjunto reflete na esbeltez das fundações.

Cúpula em gesso: tanto a cúpula interna da sala de projeções quanto o exterior do seu volume são executados em gesso. Ambas as superfícies são sustentadas por uma estrutura de vigas curvas treliçadas, aliadas a perfis metálicos, formando uma retícula envolvendo toda a extensão das esferas. Esta solução preza pela agilidade e economia na construção, além de proporcionar a regularidade necessária para a projeção das imagens.


Lona tensionada: as coberturas em lona tensionada são um interessante elemento de arquitetura, ao mesmo tempo em que protegem áreas com leveza e racionalidade. Na cúpula externa foram previstos três tipos de lona: a maior parte das faces possui o revestimento translúcido de PVC; próximas ao topo, algumas delas apresentam a transparência do silicone, permitindo a incidência de luz direta; e, além disto, as faces voltadas para a passarela externa apresentam um “zíper”, que permite a vedação completa do foyer. O uso do PVC como matéria-prima das lonas reforçadas por tecidos de poliéster é adequado pelas características do próprio material, por não permitir a formação de bolores e manchas provocadas por fungos, tornando a manutenção bastante simples, sendo lavável com detergente neutro. A cor branca da membrana contribui para o conforto térmico por propiciar a reflexão dos raios ultravioleta, favorecendo também a iluminação natural. Além disto, as propriedades elásticas das superfícies tensionadas tendem a se comportar satisfatoriamente em relação ao desempenho acústico, apresentando pouca reverberação e absorvendo bem os ruídos externos.

Paredes em dry-wall: o fechamento escolhido para as paredes do setor de serviços foi o drywall. Este sistema consiste na edificação de paredes que são mais leves e com espessuras menores que as de alvenaria. São chapas fabricadas industrialmente, aparafusadas em estruturas de perfis de aço galvanizado. Para os ambientes internos, as chapas adotadas são de gesso acartonado, já para os externos, devem ser utilizadas chapas cimentícias, resistentes à ação de ventos e chuvas. A montagem do sistema drywall é fácil, o que reduz o prazo e conseqüentemente os custos da obra. Além disto, há um ganho significativo de área útil, e as paredes têm superfície mais lisa e precisa, facilitando a preparação das paredes para pintura. Da mesma forma que a cúpula geodésica, o ganho com a leveza deste sistema é importante para a racionalização da estrutura e das fundações.

Várias outras peculiaridades do funcionamento do planetário também foram importantes na definição do projeto. A preocupação com o isolamento termo-acústico, a localização dos equipamentos de multimídia, a altura do horizonte da cúpula de projeção, a posição e inclinação das poltronas, o controle da iluminação, enfim, todas estas questões de cunho técnico são indispensáveis para a garantia de um belo espetáculo.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

A ISS fotografa vulcão em erupção a 350km de altura


A ilha Matua, atualmente desabitada, proporcionou um espetáculo aos astronautas, a bordo da Estação Espacial Internacional, um tanto inusitado: suas câmeras registraram a erupção do vulcão Sarychev.
O Sarychev Peak, na ilha de Matua, é um dos vulcões mais ativos da cadeia de ilhas de Kuril, no norte do Japão. Desde 1989 o vulcão não apresentava nenhuma atividade extrema.
Observando a Terra de uma altitude de cerca de 350 quilômetros, a ISS registrou com louvor imagens magníficas que despertaram grande interesse entre estudiosos de vulcões porque elas mostram vários fenômenos observados nos primeiros estágios de uma erupção forte.
Isso mostra claramente a força da natureza e como somos minúsculos e impotentes comparados a isso.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

NASA adia lançamento da Endeavour para julho


Não tem jeito, a NASA adiou novamente o lançamento do Ônibus Espacial Endeavour, que seria enviado dia 17/06 para o próximo mês (julho), em razão de um vazamento no sistema que descarrega o hidrogênio vaporizado do seu tanque principal.
O lançamento dependerá dos técnicos responsáveis por verificar e sanar o problema do vazamento de gás hidrogênio no tanque de combustível, no qual já tinha sido verificado anteriormente e trocado a válvula. Mesmo assim a substituição da válvula, não foi suficiente, e o vazamento surgiu em outro local do mesmo equipamento.
Outro motivo para adiar o lançamento deve-se a um efeito conhecido como ângulo beta solar, o ângulo entre o plano da órbita da Estação e uma linha imaginária traçada do Sol à Terra. A magnitude desse ângulo define o tempo durante o qual a Estação Espacial ficará exposta a incidência direta da luz solar.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Muralha da China pode ser vista do espaço?

A chamada Muralha da China, ou Grande Muralha, é uma impressionante estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial, e uma das 7 Maravilhas do Mundo.
Muito já se comentou sobre esta grande obra da humanidade. A Grande Muralha da China é famosíssima pelo fato de ser a única obra humana que pode ser vista do espaço a olho nu. Era! Tudo isso foi por água abaixo quando em 2004, o primeiro astronauta chinês a ficar em órbita na Terra, Yang Liwei, declarou que a Muralha da China não era visível naquelas condições. A NASA anunciou que o que eles achavam que fosse a construção, na verdade, era o traçado de um rio entre as montanhas. E reconheceu pública e oficialmente que a Grande Muralha da China não é visível do espaço sem ajuda de aparelhos.
A grande muralha não pode ser vista principalmente porque foi construída com materiais que se confundem com o terreno circumdante e também porque embora seja muito extensa, é de fato pouco espessa, com apenas alguns metros de largura.
Aliás, segundo a Academia de Ciências da China (ACC), outras grandes obras, como as pirâmides do Egito, e até mesmo a hidrelétrica de Itaipu podem ser vistas do espaço a olho nu de acordo com alguns fatores: as condições atmosféricas, a capacidade de interpretar as estruturas vistas da órbita terrestre e, obviamente, a localização do observador.



quinta-feira, 18 de junho de 2009

A ISS pode ser vista da Terra a olho nú

Durante a noite, enquanto a maior parte das pessoas dorme, astrônomos do mundo inteiro saem a campo procurando os melhores lugares para fazer observações celestiais. Entre os curiosos que começam a se aventurar por essa ciência, a Estação Espacial Internacional (ISS – Internacional Spacial Station), com seu forte brilho no céu, costuma ser um dos principais alvos das câmeras fotográficas dessas pessoas.A ISS é uma base que fica na órbita da Terra, pertencente a um consórcio de países liderados pelos Estados Unidos. O objetivo da estação é funcionar como uma plataforma que permita fazer experiências científicas em gravidade zero, bem como levantamentos remotos sobre o nosso planeta.
A ISS chama a atenção dos astrônomos amadores por ser um objeto que pode ser localizado facilmente no céu, além de poder ser observada sem o auxílio de equipamentos.
A Estação Espacial pode ser vista quase todas as noites, porém, em algumas cidades, a dificuldade é maior devido a poluição luminosa, o que faz com que menos objetos possam ser observados. No caso da ISS, o que determina se ela será facilmente vista é sua magnitude, que é o brilho do objeto sem levar em conta a distância em que ele se encontra.
Quanto menor a magnitude, mais visível o objeto é na Terra. O Sol, por exemplo, tem uma magnitude de -27, enquanto a Lua Cheia tem -13. Seres humanos são capazes de enxergar sem o auxílio de equipamentos até a magnitude +6. Dependendo da ocasião, a ISS pode aparecer com uma magnitude de até -2,5.
No caso da ISS, o que define o brilho da passagem da ISS é o reflexo da luz do sol nos painéis solares, instalados na estação. Eles captam a luz solar e a convertem em energia elétrica para o consumo da estação. Dependendo do ângulo com que os painéis são vistos do solo, a estação aparece mais ou menos brilhante.
No céu noturno dezenas de satélites artificiais podem ser vistos a olho nu, em média seis deles podem ser observados por noite. Para reconhecer a ISS, basta ver um pontinho brilhante, como as estrelas, mas que se move muito rápido.

International Space Station

A Estação Espacial Internacional (ISS-International Space Station) é um laboratório espacial atualmente em construção. A montagem em órbita da ISS começou em 1998 e a Estação encontra-se em uma órbita baixa (entre 350-460 km) que possibilita ser vista da Terra a olho nu. Viajando a uma velocidade média de 27.700 km/h. Sua fonte de energia elétrica é o sol: luz é convertida em eletricidade através de painéis solares.
Trata-se da maior obra de engenharia da história. Sozinha ela já representa uma nova era na astronáutica. Dezesseis nações trabalham juntas para construir a Estação Espacial Internacional, a mais avançada plataforma de pesquisa espacial já construída.
O Brasil também participa deste programa. A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Conselho Superior da AEB aprovou o programa de cooperação, no qual o Brasil fornecerá equipamentos e serviços em troca dos direitos de utilização da estação durante toda sua vida útil. Segundo o acordo firmado, o Brasil fornecerá equipamentos de vôo, modelos de treinamento. Além disso, deverá cooperar com serviços de logística, manutenção e reparos.
A estação, em 2006, recebeu o astronauta brasileiro Marcos Pontes, missão batizada "Centenário", em comemoração aos cem anos do voo de Santos Dumont no avião 14 Bis. Em 30 de março de 2006, partiu em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, com oito experimentos científicos brasileiros para execução em ambiente de microgravidade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Senhoras e senhores conheçam a Orion

A NASA batizou de Orion, uma homenagem a uma das mais brilhantes e conhecidas constelações, a nova geração de naves tripuladas, que vão substituir os ônibus espaciais, depois que eles forem desativados em 2010.
As cápsulas são, de certa forma, uma volta ao conceito de viagem espacial que existia antes dos ônibus espaciais: elas têm o mesmo formato e são pequenas cápsulas sem propulsão própria, como a Apollo que em 1969 levou os autronautas até à Lua, mas segundo a NASA, estas novas são maiores e mais seguras.
A expectativa da Nasa é que as Orion sejam usadas para transportar astronautas para a Lua e até Marte, marcando a exploração espacial de forma semelhante à que as Apollo fizeram nas décadas de 60 e 70.
O primeiro vôo de uma Orion – até a Estação Espacial Internacional (EEI) – deve acontecer, no máximo, até 2014. E o primeiro vôo da nave à Lua não deve passar de 2020.

Ônibus Espaciais

Um ônibus espacial, em inglês space shuttle, é o veículo parcialmente reutilizável usado pela NASA como veículo lançador e espaçonave para suas missões tripuladas. Ele tornou-se o sucessor da nave Apollo usada durante o Projeto Apollo. O ônibus espacial voou pela primeira vez em 1981.
O projeto de construção de veículos espaciais reutilizáveis remonta de 1975, quando foram feitos os primeiros testes de um protótipo - a Enterprise - acoplado a um avião Boeing 747 adaptado a testes de voo a grande altitude. O objetivo foi testar a aerodinâmica e a dirigibilidade do Ônibus Espacial.
Foram construídas cinco espaçonaves deste tipo, chamadas Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, que foram usadas em diversas missões no espaço. Destas apenas a Discovery, a Atlantis e a Endeavour ainda existem, já que as outras acabaram destruídas em acidentes que se tornaram tragédias da história da exploração espacial.

Enterprise – O protótipo
O nome do protótipo do ônibus espacial é em homenagem à famosa nave Starship Enterprise, do seriado de TV “Jornada nas Estrelas”. Em 1977, dois pilotos fizeram o primeiro de quatro testes de vôos de 7.000 m. Em 1979, a Enterprise estava unida a um tanque de combustível e propulsores no Centro Espacial Kennedy. Mas a nave nunca conseguiu decolar, pois os trabalhos no Columbia já tinham terminado. Seu primeiro vôo aconteceu em 12 de abril de 1981.
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Columbia – O ônibus espacial mais antigo
O Columbia (que pesava 71.798 kg e foi modificado e melhorado cerca de 150 vezes) foi inspecionado entre o outono de 1999 e a primavera de 2000 e relançado em 1o de março de 2002. Em 1o de fevereiro de 2003, se desintegrou numa descida sobre o estado do Texas. Explodiu numa altura de 62.000 m. Provavelmente, o desastre foi causado por uma falha no escudo térmico.
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Challenger – O segundo ônibus espacial
O segundo ônibus espacial a entrar em operação completou o primeiro vôo em 1983. Durante as suas dez missões, o ônibus esteve no espaço por 69 dias e girou em torno da Terra 987 vezes. Em uma das missões, o astronauta Bruce McCandless saiu do ônibus e realizou um passeio espacial de 30 m – foi o primeiro a fazê-lo. Em 28 de fevereiro de 1986, o Challenger explodiu 73 segundos depois de decolar e todos os setes tripulantes morreram.
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Discovery – O terceiro ônibus espacial
Apesar do Discovery ter sido construído como o Challenger, podendo carregar a última parte do foguete Centaur no depósito de carga útil, ele pesava 3.116 kg a menos do que o Columbia. Mas o lançamento do foguete Centaur nunca foi realizado. Depois do acidente com o Challenger, ponderou-se que isto seria muito arriscado.
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Atlantis – O quarto ônibus espacial
A nave espacial Atlantis vazia pesava 68.635 kg, e com os motores principais colocados chegava a pesar 77.564 kg. Ela realizou missões como a do explorador planetário Galileu em 1989 e a colocação no espaço do observatório Arthur Holley Compton Gamma Ray, em 1991.
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Endeavour – O ônibus espacial mais recente
As crianças em idade escolar participaram ativamente na procura de um nome para o novo ônibus espacial. Endeavour foi o nome vencedor. A primeira missão do Endeavour foi em maio de 1992. A missão envolvia uma espetacular operação de resgate de um satélite de comunicações que tinha saído fora de controle. Surpreendentemente, o Endeavour pôde ficar no espaço por 28 dias.