sábado, 24 de abril de 2010

Hubble, 20 anos de sucesso!

O telescópio espacial Hubble comemora 20 anos de atividade no espaço. Em 24 de abril de 1990, acoplado ao ônibus espacial americano Discovery, que o colocou em órbita a 600 km de altitude, o telescópio Hubble entrou em órbita para mudar e ampliar a visão humana do Cosmos.

Pela primeira vez era possível ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia e estudar estruturas do Universo até então desconhecidas ou pouco observadas. O Hubble, de uma forma geral, deu à civilização humana uma nova visão do Universo e um salto equivalente ao dado pela luneta de Galileu Galilei no século XVII.

As principais atividades desse gigante da Astronomia é proporcionar a comunidade científica a possibilidade de investigar corpos celestes pelo estudo de suas composições, características físicas e dinâmica; observar a estrutura de estrelas e galáxias e estudar suas formação e evolução e também estudar a história e evolução do Universo.

Durante todos esses anos o Hubble recebeu três visitas espaciais da NASA para a manutenção e substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes. O último, ano passado, possibilitou prolongar sua vida em cinco anos. Isso mesmo, lamentavelmente nosso telescópio será em breve peça de museu e, diga-se de passagem, quem não queria visitar esse museu hein?

Isso porque hoje novas tecnologias estão sendo desenvolvidas, permitindo construir o novo telescópio sob uma nova concepção. Assim, em 2014 o Hubble será substituído por um bem mais potente: o telescópio espacial infravermelho James Webb Space Telescope (JWST).

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mês da Astronomia

Astronomia, a mais antiga entre todas as ciências, está em alta. Além do tão glorioso 2009 - Ano Internacional da Astronomia - comemoramos em abril, o mês mundial da Astronomia. Uma gama de eventos, tais como: observações, palestras, vídeos, mesas redondas e visitas a planetários e observatórios estão sendo programados no mundo inteiro. Aqui no Acre, a programação segue com a Exposição Paisagens Cósmicas na Biblioteca da Floresta. Não deixem de conferir.

sábado, 20 de março de 2010

Olá outono!

Hoje, às 12:32, hora do Acre, teve inicio o equinócio de outono. Equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol cruza o plano do equador celeste. Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.

Isto significa que a partir de hoje, o Sol estará cruzando a linha do Equador rumo ao hemisfério Norte. Para nós acreanos significa que as chuvas deverão começar a reduzir mais ainda, iniciando o período do outono, época que principia as friagens, já que o Sol vai esquentar mais para o hemisfério norte dando início da primavera naquela região.

A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar encontra-se metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

Percebam como a cada dia o Sol fará uma trajetória no céu cada vez mais ao norte até atingir o ápice de inclinação em 21 de junho, que é solstício de inverno, época de noites um pouco mais frias. De 21 de junho em diante o Sol voltará a seguir sua trajetória para o sul, e vai tudo começar outra vez.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"PARA O INFINITO E ALÉM!"


A NASA para incentivar crianças a estudarem o espaço, promoveu em 2008 uma parceria com a Disney/Pixar e convocou o mais destemido astronauta de toda nossa era: o patrulheiro do espaço da aliança intergaláctica, o Capitão Buzz Lightyear.

Juntos Disney e NASA criaram dois concursos para crianças americanas entre 6 e 12 anos. Em um deles, a criançada terá de contar como foi a aventura do boneco Buzz Lightyear na Estação Espacial Internacional, durante os 15 meses que ficou por lá, na companhia dos astronautas. E também criar uma aventura nova para o personagem.

O segundo desafio consiste na elaboração de experimentos científicos para serem realizados na Estação Espacial Internacional.

Os 12 experimentos mais interessantes, segundo uma comissão julgadora da NASA, serão feitos pelos astronautas, em suas missões no espaço.

A parceria entre Disney e NASA foi vantajosa: de um lado, a ida do boneco ao espaço, casaria com o lançamento de uma nova atração em dois parques temáticos Disney – o “Toy Story Mania!”, na Califórnia e na Flórida. De outro, a empresa ajudaria a agência a atrair a atenção de crianças para a ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Para quem não conhece, Buzz é personagem dos filmes Toy Story da Disney/Pixar, famoso pelo bordão: “para o infinito e além”. Nos filmes, é um brinquedo - um boneco de astronauta. Seu nome foi inspirado no astronauta da Apollo 11, Buzz Aldrin.

O boneco Buzz é o primeiro brinquedo astronauta a ter permanecido 467 dias no espaço. Foi lançado bordo do foguete Discovery STS-124 em 31 de maio de 2008. O maior tempo de permanência ininterrupta no espaço pertence ao russo Valeri Poliakov, que ficou 437 dias a bordo da estação espacial Mir entre 1994 e 1995. Mas, o boneco bateu com certa folga o recorde humano. Um grande passo para os personagens da ficção, não acham?

Veja o vídeo de Buzz Lightyear abordo da ISS:

Claro, como colecionador que sou, lógico que tenho o meu próprio patrulheiro intergaláctico. Na foto ele está ao lado do seu melhor amigo Woody e Bala No Alvo.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Feira de Conhecimentos Fundação Bradesco

Hoje dia 11/12 a Fundação Bradesco promoveu a Feira Científica-cultural que teve como objetivo a socialização dos conhecimentos difundidos ao longo deste ano. Não faltou criatividade, conhecimento e muita cultura. Os trabalhos apresentados foram fruto de muita dedicação dos estudantes e dos professores.

Claro que meu trabalho tinha o Universo como pano de fundo. Falamos da Lua, a dama da noite, que nos surpreende com seu esplendor e graça, seu fascínio que encanta a humanidade desde tempos remotos e sua conquista pelos bravos astronautas.

Outro trabalho desenvolvido foi uma parceria com a Biologia no estudo dos fenômenos relacionados a audição e visão.

Pena que tive que retirar do blog as fotos dos alunos na Feira.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Biblioteca da Floresta: Exposição Paisagens Cósmicas


































Fotos: Agência de Notícias do Governo do Estado do Acre e Astrofotos.info do Prof. Francisco Carlos








segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Exposição Paisagens Cósmicas

No dia 13 de outubro de 2009, a Biblioteca da Floresta será palco da Exposição Paisagens Cósmicas, um evento incentivado pela organização nacional do IYA 2009. No Acre, o evento será organizado pela Biblioteca da Floresta com apoio da Secretaria de Estado de Educação e o grupo amador de astronomia Gama Hidra. A importância da temática está ligada a estudos que deram origem a campos inteiros da Física e da Matemática e teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade e forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares.
Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raios-gama às ondas longas de rádio.
Durante o evento serão expostas imagens e vídeos captadas por diversos telescópios terrestres e espaciais, além da apresentação das futuras instalações do Planetário do Acre e uma maquete em comemoração aos 40 anos da primeira ida do homem a Lua. A exposição será aberta a todos os públicos e para visita coletiva deve-se entrar em contato com professores Aires Pergentino e Demóstenes Papayannaros através do telefone 3213-2343.

Evento: Exposição “Paisagens Cósmicas”
Data: de 13 de outubro 2009 à março 2010
Horário: das 9 às 21 horas de segunda à sexta-feira e das XX às YY horas aos sábados
Local: Biblioteca da Floresta

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Conto da carochinha: As duas luas

Nos últimos anos, tem circulado na internet mensagens alertando para o possível aparecimento de um espetacular fenômeno natural no céu da noite de 27 de agosto 2009.

Este tipo de mensagem começou a circular em 2003 quando ocorreu uma oposição de Marte (a altura em que Marte e a Terra mais se aproximam) particularmente próxima, 56 milhões de quilômetros. Essa oposição ocorreu no dia 27 de Agosto de 2003 e foi amplamente noticiada por todo o mundo. Desde então, a história volta a circular frequentemente. Veja a mensagem:


"VALE A PENA" VER DUAS LUAS EM AGOSTO!

(...) Será no dia 27 de agosto de 2009. Todavia, o mais interessante de tudo é que isto estava previsto em um código maya, encontrado na pirâmide ao lado do Observatório Estrelar em Palenque, Chiapas - México.

(...) Duas Luas no Céu! No dia 27 de Agosto, à meia-noite e meia, olhe para o céu. O planeta Marte será a estrela mais brilhante do céu, será tão grande quanto a Lua cheia e estará a 55,75 milhões de quilômetros da terra.

(...) Não perca!! Será como se a terra tivesse duas luas, e este acontecimento só acontecerá novamente no ano de 2287.

Claro, tudo uma grande mentira. Primeiro, que Planetário Internacional é esse de Vancouver? Pequisando no Google, temos: MacMillan Southam Observatory, ao lado do Centro Espacial H.R. MacMillan, em Vancouver, BC, o qual é operado pela Sociedade Astronômica do Canadá. Claro o e-mail não veio do Centro Espacial HR MacMillan. Em segundo lugar, não haverá duas luas no céu, porque a Lua não estará tão visível na hora e data em questão - 27 de agosto de 2009, lua crescente. Em terceiro, O texto segue falando nos “Mayas”. Só isso mostra que é uma tradução muito o da mal-feita, posto que Maias não se escreve com Y. Mas parece que as pessoas pegaram a mania da profecia Maia para 2012.

Este ano irá registar-se uma aproximação máxima, mas a 24 de Dezembro, e terá apenas 88 milhões de quilômetros, o que fica muito longe dos 56 registados em 2003. Pois bem, a Lua estará a 400 mil quilômetros e, por isso, bem mais visível. Segundo os especialistas, algo similar ao que sucedeu em 2003 só acontecerá a 31 de Julho de 2018, altura em que Marte vai estar a 57,59 milhões de quilômetros de distância da Terra. Mas não veremos nada de espetacular, apenas um luz, vermelha e um pouco mais forte que os outros anos, devido essa aproximação.

O Universo é lindo, mas não deixará de seguir as leis da física só porque queremos que haja algum evento espetacular. Marte continuará seguindo sua órbita por muito tempo e não será por causa de um e-mail que ele aparecerá do tamanho da Lua. Aliás, se as pessoas parassem simplesmente para pensar (coisa que repassadores de e-mail não costumam fazer), imaginaria o seguinte caso: a Lua possui 1/6 do tamanho da Terra e é ela quem é responsável pelas marés, por causa de sua força gravitacional. Imaginem se Marte chegasse tão perto assim, ponto de parecer do tamanho da Lua, o que aconteceria? Podemos deduzir: sendo a Lua 9 vezes mais leve e 8 vezes menos volumosa que Marte, próximas a Terra a ação gravitacional dos dois astros somada seria capaz de erguer marés violentas o bastante para inundar nossas cidades costeiras duas vezes por dia. Parece mais um pesadelo não acham? Por isso, é melhor deixar Marte onde está.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia"


Há 400 anos, Galileu apontou seu telescópio para
o céu e revolucionou a ciência.

Um telescópio de pouco mais de 91cm usado pelo astrônomo italiano Galileu Galilei, cujas descobertas revolucionaram a astronomia, é a principal atração de uma exposição no Franklin Institute. Em sua primeira viagem para fora da Itália, o telescópio de 400 anos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu para comprovar a teoria coperniana de que a Terra e outros planetas giram ao redor do Sol, e não o contrário.

Em 1609, Galileu conseguiu construir um telescópio que aumentava 30 vezes a imagem, no qual observou, entre outros, os satélites de Júpiter, as crateras da Lua, os anéis de Saturno. O instrumento chamado luneta era também conhecido como telescópio de refração, um instrumento que se baseou nas propriedades das lentes côncavas e convexas.

A exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia", que começa no sábado (29/08) e ocorre até 7 de setembro, é o evento inaugural do Ano Internacional da Astronomia, que marca o 400° aniversário das descobertas de Galileu.

O telescópio de 1610 inclui uma inscrição em uma das extremidades onde Galileu registrou a capacidade de ampliação do instrumento de 20.

A exposição também inclui instrumentos astronômicos e matemáticos do século XVI, assim como livros científicos contemporâneos, mapas e retratos dos duques de Médici da Toscana que governaram a região italiana entre os séculos XV e XVIII.

Galileu dedicou o livro registrando suas descobertas ao duque de Médici Cosmo II, aumentando ainda mais o prestígio e a influência da família nas cortes da Europa, de acordo com a exposição. Muitos dos instrumentos científicos em exposição mostram a intersecção entre arte e ciência, como defendido pela família Médici.

Qual é o tamanho do Universo?

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Quando se fala em distâncias, pensamos logo nas unidades familiares de comprimento, isto é, o metro e o quilometro. No caso do Universo, veremos que estas unidades não são convenientes. Os números são muito grandes e, mesmo em notação científica, a percepção da real dimensão das coisas fica desconfortável. A solução é definirmos uma nova escala para distâncias. Vamos começar nosso passeio pelo Espaço usando as unidades convencionais de medida. Iremos, naturalmente, perceber a necessidade para essa nova escala.
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A distância Terra-Lua é de aproximadamente 384 000 km. Deste modo, nossa viagem hipotética levaria quase 77 horas, isto é, 3 dias e 5 horas. Chegando à Lua é natural que você faça uma ligação para casa avisando que fez boa viagem. Você notará algo estranho na ligação: há um pequeno atraso de 2,5 segundos entre a sua voz e a voz da pessoa no outro lado da linha. Não se preocupe. Não é defeito do aparelho. A explicação é simples. O sinal de microondas emitido por seu telefone é um sinal eletromagnético como a luz. A radiação eletromagnética viaja pelo espaço a uma velocidade máxima de aproximadamente 300.000 km/s. Quando você fala ao telefone na Lua, sua voz leva um pouco mais que 1 segundo para chegar a Terra e a resposta leva o mesmo tempo para chegar até você.
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Vamos imaginar agora que após passar alguns dias na Lua, você decida ir para Plutão, o planeta-anão bem afastado do sistema Solar. Na melhor situação, à distância Lua-Plutão é de cerca de 5.760.000.000 km. Deste modo, nosso ônibus espacial levaria mais de 130 anos para chegar lá. Obviamente, você morreria antes de completar a viagem. Além disso, por mais eficiente que seja a nave, ela não comportaria a carga de combustível necessário.
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Como a viagem é impossível, suponha que você decida telefonar para um amigo Plutoniano que conheceu na Internet. Você precisaria esperar cerca de 5h20min para que seu sinal de voz chegue a Plutão e mais 5h20min para receber a resposta.
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Como você pode ver as coisas estão complicadas. Medir essas distâncias em quilômetros além de serem complicadas, não diz quase nada. Nós só conseguimos perceber o real significado da distância quando calculamos o tempo de uma viagem hipotética ou o tempo de uma chamada telefônica.
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Para superar esta dificuldade, foi definida uma unidade de medida chamada UA - Unidade Astronômica. Esta unidade corresponde à distância Terra-Sol média, quer dizer, 149.600.000 km. Deste modo, a distância Plutão-Sol corresponde a 39,5 AU, quer dizer, Plutão está aproximadamente 39,5 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. Vemos que além do conforto, conseguimos perceber melhor as distâncias relativas no sistema solar. A ilustração abaixo mostra o tamanho relativo dos planetas comparados com o Sol.
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Principais características do Sistema Solar:
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Veja os dados do nosso Sol:
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Apesar destes números impressionantes, nosso Sol é apenas uma estrela de quinta grandeza. Depois do Sol, a estrela mais próxima da Terra é Alfa Centauro, distante cerca de 40.700.000.000.000 km (40 trilhões e 700 bilhões de km). Em notação científica, esta distância fica 4,07 . 1013 km. Fica bem mais fácil para escrever mas não ajuda muito percebermos seu real significado. Em termos de unidades Astronômicas, equivale a mais de 272.000 UA.
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Suponhamos, apenas a título de ilustração, que desejássemos viajar até Alfa Centauro. Vamos imaginar que nosso ônibus espacial pudesse fazer essa viagem. Ele levaria quase um milhão de anos para percorrer essa distância (lembre-se que a velocidade do nosso ônibus é de 5.000 km/h). Se por acaso fizéssemos uma chamada telefônica para algum habitante hipotético de algum planeta próximo de Alfa Centauro, precisaríamos esperar 8 anos e 7 meses para ouvir o alô desse habitante, pois a radiação eletromagnética levaria 4 anos e 3 meses e meio para chegar lá e mais 4 anos e 3 meses e meio para voltar.
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Para essas distâncias interestelares, os astrônomos resolveram definir uma outra unidade mais conveniente que a UA. Esta nova unidade chama-se ANO-LUZ e corresponde à distância que a luz (radiação eletromagnética) percorre em um ano. Essa distância equivale a cerca de 9,46 . 1012 km. Nestes termos, a distância Terra - Alfa Centauro é 4,3 anos-luz. Isto nos dá uma idéia bem melhor das distâncias interestelares.
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Uma consequência interessante da enorme distância que nos separa de outros sistemas estelares, é a informação que temos sobre os mesmos. No caso de Alfa Centauro, o que vemos através dos telescópios, diz respeito ao que era a estrela a 4 anos e 3 meses atrás. Se por ventura Alfa Centauro explodir hoje, só ficaremos sabendo daqui a 4 anos e 3 meses (tempo que o clarão da explosão vai levar para chegar aqui). Por outro lado, comparado com a idade das estrelas, esses 4 anos e 3 meses são menos do que uma minúscula fração de segundo.
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O vídeo abaixo mostra as dimensões dos astros, comparando-os.


domingo, 23 de agosto de 2009

Murais - Universo


Vejam as imagens dos murais produzidos pelos alunos da Fundação Bradesco - AC.











sábado, 22 de agosto de 2009

O céu é o limite... Não para o lixo!

Hoje se fala tanto na preservação do meio ambiente, na seleção e coleta adequada do lixo, no cuidado no descartes de produtos com metais pesados, entre outros. A Disney Pixar lançou um filme muito curioso que relata a Terra, há mais de 700 anos, sem conduções de sobrevivência da espécie humana devido ao alto teor de toxicidade gerada pelo acúmulo de lixo.

Mas acima de nós existe um perigo muito grande. Ao redor do planeta terra pairam, há muito tempo, milhões de detritos. Esse lixo espacial tornarou-se uma crescente preocupação nos últimos anos pelo fato de que colisões na velocidade orbital podem ser altamente danosas ao funcionamento de satélites, pondo também em risco astronautas em atividades extraveiculares e a população que pode se deparar com uma grande parte de uma nave em seu quintal, por exemplo.

Os números não são precisos, mas segundo levantamento efetuado pela NASA (Agência Espacial Norte Americana), calcula-se que existam por volta de 3,5 milhões de resíduos metálicos; lascas de pintura; plásticos; etc., com dimensões inferiores a um centímetro, orbitando nosso planeta. Objetos entre um e dez centímetros, nessas mesmas condições, devem ser cerca de 17,5 mil; e sete mil com tamanhos maiores que dez centímetros. No total, devemos ter mais de três mil toneladas de lixo espacial orbitando nosso planeta a menos de 200 km de altitude.

De acordo com o livro Envisioning Information, do professor Edward Tufte, a grabde lista de lixos espaciais inclui uma luva do astronauta Ed White, perdida na primeira caminhada espacial norte-americana; uma câmera que Michael Collins perdeu próximo à Gemini X e outra perdida por Sunita Williams durante a STS-116, também durante uma atividade extraveicular; sacolas de lixo; uma chave de boca e uma escova de dente.

A maioria desses objetos volta para a Terra, atraídos pela gravidade, em poucas semanas.Devido às órbitas onde foram soltos e dado o seu tamanho diminuto, são facilmente deteriorados durante a reentrada na atmosfera. Fatos como esses não são de grande importância na problemática do lixo espacial. Por outro lado, eventuais colisões entre os objetos (que podem gerar mais peças) constituem o principal problema referente a estes detritos.

Até 1998, mais de 60 janelas de ônibus espaciais haviam voltado à Terra com danos provenientes do espaço. Uma lasca de tinta do tamanho de um grão de sal, orbitando a uma velocidade de 14.400 km/h, pode abrir uma significante cratera de 2,5 cm de diâmetro, com a possibilidade de a janela estilhaçar-se durante a reentrada.

Veja as imagens: